15 setembro 2008

Porque tudo o que eu quero está aqui!

Às vezes estamos tão acomodados ao ritmo diário da nossa vida dos últimos 3 anos e ao controlo reconfortante que fomos inquestionavelmente adquirindo que não nos permitimos olhar em frente e ver que muito mais coisas nos podem fazer feliz. Criar uma rotina, um quotidiano é sem dúvida importante mas encontrar quem faça de cada dia um dia especial e diferente de todos os outros é quase que imprescindível. Um amor tanto deve partilhar a nossa rotina como quebrá-la, renová-la e inserir-lhe todo o tipo de sensações. No filme "Contacto", Judie Foster remata com a seguinte questão "Are there other people out there in the universe?...The important thing is that you all keep searching for your own answers. The universe...is a pretty big place. It's bigger than anything...anyone has ever dreamed of before. So if it's just us...it seems like an awful waste of space." Pego nesta última parte e ponho a seguinte questão "Em média, considerando que nos aguentaremos até aos 80 anos, temos cerca de 29.280 dias para viver e aproveitar o que a vida nos tem para dar. Não será um desperdício demasiado grave viver com medo de ser feliz?…com medo de perder a estabilidade de uma rotina discreta e pacifica?…evitando o desconhecido porque já batemos outrora forte e feio com a cabeça?" Os defeitos não passam de pessoa para pessoa. Cada qual tem os seus e não devemos desperdiçar a oportunidade de conhecer os defeitos (e qualidades) de alguém só porque os de outra pessoa nos magoaram. Força aí Michelle Pfeiffer...A melodia "Claire de Lune" encomendada por Johnny (Al Pacino) vai arrasar com a estabilidade quotidiana desta mulher aparentemente feliz com a sua vida. Deixa que com esta música a tua também o seja!
Às vezes, quando alcançamos o que pensávamos mais desejar (que geralmente se baseia no que é mais improvável de acontecer) apercebemo-nos que afinal não o desejávamos assim tanto. É então quando proponho que ponderemos na hipotese do que realmente queremos poder estar mesmo à frente do nosso nariz e ao nosso alcance :)! A questão aqui é: ou aproveitamos ou não! Acham que Frankie (a personagem interpretada por Michelle Pfeiffer) aproveita a oportunidade ou escorraça Al Pacino da sua vida atirando-lhe à cara os melhores pares de sapatos?

Nome do Filme: Frankie and Johnny
Género: Drama/Romance
Ano: 1991
Director: Garry Marshall
Argumento: Terrence McNally
Protagonistas:
Michelle Pfeiffer as Frankie
Al Pacino as Johnny

07 julho 2008

You should trust more your feelings!

Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa o termo "sentimento" significa acto ou efeito de sentir; sensação; aptidão para sentir; sensibilidade; mágoa; percepção; intuição; pressentimento, entre outros. Acredito que todos temos aptidão para sentir e que vivemos comandados por essa aptidão: uns mais influenciados por ela, outros tentando ignorar essa capacidade tão inata da Humanidade. Muitas pessoas vivem descrentes dos sentimentos porque nunca os sentiram de verdade ou porque o facto de acreditarem neles e os seguirem já as fez sofrer quanto baste. Mas até os sentimentos tem uma segunda chance! Têm todas as chances do mundo, até se extinguirem! É importante não se desperdiçar o sentimento e em vez disso aproveitá-lo, vivê-lo, dizê-lo, mostrá-lo!! O que seria a vida sem a alegria, a tristeza, o amor, a compaixão, a dor, a ternura, o ódio, a raiva...? Alguns destes são antagónicos mas o que seria do amor se não houvesse o ódio? Concerteza não seria senão banal, pacífico, sem qualquer êxtase que o caracterizasse como algo bom que sabemos que é.
Bom, o que se pretende com esta mensagem é passar a ideia que os sentimentos não se completam através dos sentidos, antes penso que auto-subsistem mesmo que não os possamos ver, ouvir, dizer, tocar....!Às vezes precisamos e pedimos provas quando a maior delas é confiarmos e acreditarmos mais naquilo que sentimos.
Contudo existem sentimentos que à partida parecem estar condenados, mas só o facto de acreditarmos neles e de os encararmos, mais fácil e depressa os ultrapassamos sem que deixem marcas ou a necessidade de vivê-los de novo.
Fica aqui um exemplo bem convincente (diga-se de passagem) das palavras que se antecedem, protagonizado pelo Nicolas Cage...

Nome do Filme: City of Angels (Cidade dos Anjos)
Género: Drama/Romance
Ano: 1998
Director: Brad Silberling
Argumento: Wim Wenders and Peter Handke
Protagonistas:
Meg Ryan as Dr. Maggie Rice
Nicolas Cage as Seth

25 junho 2008

O Melhor pedido de casamento!

O Casamento: aquele assunto tabu para alguns e corriqueiro para outros que já contam com 5 e 6 certidões e uma catrefada de ex-mulheres. Não sou casada (ainda), o meu pai casou 4 vezes (dá-se bem com todas as ex) e mais do que tabu ou um assunto corriqueiro, para mim o Casamento é antes de mais um compromisso de vida em que dois ser humanos se tornam num só para construírem e realizarem juntos todos os sonhos desejados até então.
Não é que eu pretenda ser pedida em casamento desta maneira, mas admitamos que Ed Harris se esmerou. Não colocou um placard à porta de casa da Julia Roberts, nem alugou um avião com uma faixa a dizer "Amo-te, queres casar comigo?" foi bem mais poupadinho e original....!Com a Julia Roberts funcionou, esperimenta também!

Nome do Filme: The Stepmom (Lado a Lado)
Ano: 1998
Director: Chris Columbus
Argumento: Gigi Levangie
Protagonistas:
Julia Roberts as Isabel Kelly

Susan Sarandon as Jackie Harrison
Ed Harris as Luke Harrison